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Nota aos Leitores do BdoP - Meu Pior Texto !

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Venho por meio desta esclarecer aos leitores do BlogdoPaulinho que não estou postando nesse tempo porque estou passando por um momento muito difícil na minha vida! Para quem não sabe, no dia 26 de setembro de 2010, perdi a pessoa que mais amo na vida, MINHA MÃE!

Veja o Resumo da História!

Ela lutava contra o câncer há alguns anos! Tudo começou quando ela percebeu pequenos caroços na mama esquerda, ao se consultar na Clínica Santa Rita e após alguns exames, foi submetida a uma cirurgia na mama para a retirada de glândulas, procedimento feito por uma pessoa que se titulava MÉDICO. (Ela já mais imaginava que anos mais tarde ela ouviria a pergunta de um médico verdadeiro: QUEM FOI O ASSASSINO QUE FEZ ISSO NA SUA MAMA?)

O fato é que desde esse dia minha mãe nunca mais teve saúde! Em São Luís, com Médicos responsáveis, que pensam na vida, foram obrigados a retirarem toda a mama! Então sem a mama ela não sabia se cuidava dela ou do meu pai na época também doente. Infelizmente, após muito sofrimento, no dia 28 de novembro de 2009 meu pai faleceu, bem ali, num leito de hospital, na nossa frente. Minha mãe e eu assistimos o último suspiro dele! Um grande choque para quem sofria de câncer de mama, que após várias seções de quimioterapia e radioterapia o que ela mais precisava era de repouso. Infelizmente ela não teve! Como uma verdadeira guerreira ela sempre estava nas batalhas que o destino a cada dia lhe passava!

Após a morte do meu pai era hora de se preocupar só com ela, exames diariamente, quimioterapias e radioterapias eram freqüentes. Porém ela nunca perdia a esperança, sempre sorridente, forte, alegre...

Enquanto ela se recuperava aqui, sua mãe; em Bacabal-MA, sofria do pulmão, consequência do fumo! Ela evitava pensar muito em sua mãe para se recuperar logo. E ela conseguiu! O câncer não existia mais em sua mama. Foi então que dias depois ela viajou para Teresina-PI com sua mãe para fazer exames... Mais um desafio foi posto na sua vida, mas esse foi o pior, desafio pérfido, do qual ela não escaparia com vida. Em sua tomografia foi acusado pequenos nódulos em seu pulmão. Menos de 1cm, tão pequeno, porém capaz de trazer sofrimento inexplicável!

Mas isso não a abalou, ela era muito otimista! Levou sua tomografia para São Luís, a única coisa que os médicos poderiam fazer era passar remédios, pois seu corpo não aguentava novas seções de quimioterapia! Então ficou assim remédios e remédios... Aos poucos o cansaço vinha, o ar aos poucos ia faltando, pequenos gestos já eram impossíveis... Ela tinha que se consultar logo! Foi então que sua médica marcou novas seções de quimioerapia... Novamente... Outra esperança de Vida... As seções eram para próxima semana... Só uma semana... Tempo demais para quem não conseguia respirar...

Voltamos para casa, só o que podíamos fazer era esperar e esperar. As noites em claro, sem dormir, a deixava mais cansada! Então chega duas notícias para mim: Minha vó tinha falecido em Bacabal e no mesmo momento minha mãe tinha passado mal em casa... E agora? Minha mãe naquele Estado, conto ou não para ela que sua mãe tinha falecido? Era o jeito dizer, chamei suas amigas para dar a notícia...

-Cidinha, você sabe que sua mãe está muito doente, se caso ela vim a falecer...
Nesse momento minha mãe interompe e diz chorando:
-Minha mãe fez foi morrer e vocês não querem me dizer!

Foi mais um golpe que a vida lhe deu! Ela não tinha condições de ir ao velório e enterro de sua mãe...

Outro dia, vou para o serviço com o pensamento nela, passo em casa e ela não está, tinha que tomar oxigênio na Clínica. Então era bom ficar enternada.

Outro dia, vamos para São Luís, ao IMOAB – Instituto Maranhense de Oncologia Aldenora Belo, hospital no qual foi feito todo seu tratamento. Ela já tinha perdido as contas de quantas vezes ela tinha feito aquela viagem! Só que dessa vez foi de ambulância! Lembro-me quando ela disse: “Jamais pensei que um dia fosse precisar de uma Ambulância!”... Chegamos! de cadeira de rodas destino ao SPA – Serviço de Pronto Atendimento, internação com soro, oxigênio e medicamentos para dor! Primeiro leito que ela ficou foi o 346, o mesmo leito que meu pai faleceu. Sempre não gostei desse número pelo fato da soma deles resultarem 13! Mas ela foi transferida para o leito 349 em seguida. Minha irmã e eu revisava para ficar com ela, dormir em uma cadeira não é muito confortável, para quem não sabe!

Aparelhos medindo a todo tempo sua pressão e batimentos cardíacos, sempre quando algo saía do normal o aparelho emitia um efeito sonoro bem alto. Sempre quando ela tirava a máscara de oxigênio a pressão caia e os batimentos subiam. Ela se lamentava em perceber que dependia de aparelhos para sobreviver!

Todo tempo sentada, pois deitada não dava para respirar. Quando dava, ela descansava um pouco! Quando estive com ela, ali no hospital, em vários momentos me dava uma grade tristeza no coração. Quando a enfermeira Aline que era muito amiga dela foi visitá-la, minha mãe, segurando a máscara de oxigênio disse um pouco sorridente: “Olha como eu estou!” Quando eu fui conversar com o Médico o aparelho começava a apitar. “É só você sair, que o aparelho apita!” Então eu ficava abraçado com ela enquanto os batimentos e a pressão normalizavam. Nessa hora ela me disse: "Tanto que eu agradescia pelo ar que eu respirava"!

Como não fui conversar com o Médico, ele veio e disse... “Vou mandar preparar um leito para ela na U.T.I.” Quando outra enfermeira, amiga dela, chegou ela perguntou duas coisas que me matou por dentro: “Como é lá na UTI? Será que eu vou morrer? ”Eu me segurava para não mostrar a ela o quanto estava sofrendo ao vê-la naquela situação, tão inútil, sem poder fazer nada! A todo o momento eu só me perguntava o porquê disso tudo! Então ela foi para a UTI... de cadeira de rodas... com o oxigênio... Ela queria que eu fosse mas a enfermeira disse que depois eu subia... Então eu olhava eles colocarem ela no elevador... Minha esperança era tão grande que não percebi que ali era nossa despedida...

Três dias na UTI, simplesmente dormindo, enquanto seu organismo lutava para viver! Visitas somente das 16 às 17h. Só ouvindo dos médicos que o Estado dela era gravíssimo. Mas eu, assim como minhas irmãs, tinha esperança que ela reagisse, que ela ganhasse mais essa batalha... No terceiro dia dela na UTI, minha irmã e eu nos prepara para mais uma visita, no coletivo às 15:40 meu celular toca, mas não percebi... Chegamos ao hospital... Esperamos dar 16h... Vamos entrar... Sou barrado na porta porque estava de bermuda... Entra apenas minha irmã e minha tia... Fiquei na porta calado, uma funcionária vendo minha tristeza me indagou:

-Quem está na UTI?
-É minha mãe!

Ela com certa dó pergunta para o segurança se eu podia entrar:

-Deixa ele entrar para ver a mãezinha dele!

O segurança me liberou e quando eu passo deles minha tia desce... Me abraça... E diga chorando:

“Tua mãe morreu!” ...

Nossa última foto!

"Agora ela está ao lado do Senhor, com todo o respeito e dignidade pelo o qual foi criado!"

Um comentário:

Ellen Rocha disse...

:'( muito triste amor... sei que sua dor foi grande com essa perda.
Mas mesmo sem saber, ela me deixou o presente mais valioso que eu já recebi. Presente esse que eu vou amar, respeitar e cuidar por toda minha vida. VOCÊ!!
E de onde ela estiver, sei que vai estar feliz por nós. Te amo muito! <3

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